O Ministério da Transição Energética e da Transição dos Recursos Hídricos da Malásia (PETRA) lançou recentemente o mecanismo comunitário de agregação de energia renovável (CREAM), o primeiro programa do país voltado para a agregação de sistemas solares em telhados. O programa permite que proprietários residenciais aluguem o espaço de seus telhados a desenvolvedores terceirizados, que instalarão sistemas de geração solar para fornecer energia a usuários em um raio de até 5 quilômetros.
De acordo com o modelo do programa, os Produtores e Agregadores Locais de Energia (LEGA) serão responsáveis pelo desenvolvimento, operação e gestão dos sistemas solares nos telhados, assinando contratos de locação com os proprietários. Toda a eletricidade gerada será distribuída pela rede da empresa nacional de energia (TNB), que também ficará encarregada do gerenciamento do equilíbrio da rede para garantir a estabilidade do sistema. O PETRA afirmou que o programa se baseia no princípio de acesso aberto à rede e não acarretará aumento nas tarifas de energia.
O ministro da Energia da Malásia declarou: “O programa CREAM acelerará a realização das metas nacionais de energia renovável, incluindo 40% de participação até 2035 e 70% até 2050.” O programa representa mais um passo importante na transição energética da Malásia, sucedendo ao plano de fornecimento corporativo de energia renovável (CRESS), lançado em setembro de 2024.
Segundo dados recentes, a capacidade instalada de energia solar na Malásia aumentou de 2.146 megawatts em 2023 para 2.306 megawatts até o final de 2024. O governo também lançou uma nova rodada de licitações para grandes projetos solares, mantendo o impulso no desenvolvimento de energia limpa.









