Segundo Yevgeny Karabanov, chefe do departamento de análise da União de Grãos do Cazaquistão, as exportações cazaques de semente de linhaça totalizaram 35,4 mil toneladas em abril, uma redução de 13,1 mil toneladas em relação a março. A queda se deve principalmente ao estoque limitado. No entanto, desde o início da temporada (setembro a abril), as exportações acumuladas já atingiram 413,8 mil toneladas.
Karabanov explicou que o crescimento das exportações nesta temporada está relacionado à baixa base de comparação do ano anterior, quando a produção de linhaça no Cazaquistão foi reduzida em 2023.
Em 2025, a área plantada com linhaça para óleo no Cazaquistão deve expandir para 1 milhão de hectares. Isso se deve à forte demanda dos países da UE (onde a linhaça russa enfrenta tarifa de 20%) e aos preços atualmente elevados: 300-305 mil tenge por tonelada EXW (cerca de US$ 588-598/t) - afirmou Karabanov.
O especialista também destacou que, a partir do início de 2026, a UE aumentará para 50% as tarifas sobre a linhaça proveniente da Rússia e Bielorrússia.
Nos primeiros oito meses do ano comercial 2024/25 (agosto a março), a Rússia exportou 167 mil toneladas de linhaça para a UE, representando mais de 44% do total de importações europeias no período (378 mil toneladas). A UE importa cerca de 600 mil toneladas anuais de linhaça.
Paralelamente, a produção canadense de linhaça em 2025 não deve ultrapassar 230 mil toneladas.
"Portanto, apenas o Cazaquistão pode substituir os suprimentos russos no mercado europeu. Já observamos um crescimento significativo nas exportações cazaques para a UE nesta temporada em comparação com anos anteriores. No próximo ano comercial, as exportações russas de linhaça provavelmente ficarão restritas à China e Turquia", enfatizou Karabanov.
Segundo projeções da União de Grãos do Cazaquistão, as exportações do país devem alcançar 500 mil toneladas no ano comercial 2024/25.









