Em 25 de setembro, segundo a agência TASS, o gerente geral da Corporação Estatal de Energia Atômica da Rússia, Alexey Likhachev, declarou em entrevista que espera que a humanidade consiga acender com sucesso o Sol artificial na Terra ainda durante sua geração.
Ao responder à pergunta do jornalista Yevgeny Grishin, Likhachev afirmou: “Acredito que o sonho da humanidade de acender o Sol artificial na Terra se realizará mais cedo ou mais tarde. Espero sinceramente que não apenas a sua geração, mas a nossa também possa testemunhar isso.”
Há muito tempo a humanidade sonha em possuir um Sol artificial, a fim de substituí-lo quando o Sol verdadeiro enfraquecer, ou para fornecer uma fonte de luz e calor extremamente potente em locais onde há escassez de luz e calor. Recentemente, na China, uma instalação nuclear chamada Tokamak Avançado Experimental (EAST) foi informalmente apelidada de “Sol Artificial”. Este dispositivo Tokamak foi lançado em 2006 e, segundo a Xinhua, em janeiro de 2025 pesquisadores do Instituto de Física de Plasma da Academia Chinesa de Ciências conseguiram manter plasma de alta temperatura em funcionamento contínuo por 1.066 segundos, estabelecendo um recorde mundial, superando o recorde anterior de 403 segundos, alcançado no dispositivo EAST em 2023.
Além disso, o CEO da Rosatom destacou na entrevista os avanços recentes da indústria nuclear russa, incluindo a transição da energia nuclear de terceira geração para a quarta geração. Cientistas nucleares estão implementando ciclos fechados de combustível, reutilizando materiais de fissão sem descartá-los, utilizando tanto reatores de água pressurizada existentes quanto reatores rápidos de próxima geração. Likhachev observou: “Igualmente importante é que estamos avançando da tecnologia nuclear para a fusão nuclear, construindo dispositivos Tokamak e aguardando a transição dos experimentos para a geração de energia.”









