Novo Nordisk lidera mercado de obesidade, enfrentando concorrência e pressão sobre preços
2025-10-16 14:59
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A Novo Nordisk (NYSE: NVO), com os medicamentos para emagrecimento Wegovy e Ozempic, continua a manter liderança no setor farmacêutico global devido aos resultados expressivos desses produtos. Recentemente, a empresa divulgou seu relatório do terceiro trimestre, com receita de US$ 11,9 bilhões, alta de 23% ano a ano, e lucro operacional de US$ 6,1 bilhões, crescimento de 27%. O principal motor de crescimento veio dos negócios de obesidade e diabetes, com destaque para os medicamentos à base de semaglutida, onde as vendas do Wegovy subiram 71% e do Ozempic 38%, impulsionando a receita total de medicamentos GLP-1 para cerca de US$ 9,5 bilhões, representando quase 80% da receita da empresa.

Embora as ações da Novo Nordisk tenham subido mais de 290% em três anos, tornando-se a empresa europeia com maior valor de mercado, desafios recentes surgiram. Legisladores nos EUA intensificaram discussões sobre transparência de preços de medicamentos, enquanto vários governos europeus avaliam limites de reembolso para prescrições de emagrecimento. A empresa foi criticada por falta de oferta e diferenças de preços, com gargalos logísticos se destacando. Para enfrentar esses desafios, a Novo Nordisk anunciou investimento de US$ 7,2 bilhões para ampliar a capacidade de produção nas fábricas da Dinamarca, França e Carolina do Norte, com objetivo de dobrar a capacidade de envase até 2027. O CEO Lars Fruergaard Jørgensen afirmou que a empresa está totalmente comprometida em estabilizar o fornecimento para atender à demanda global: "Estamos no centro da transformação da saúde e temos a responsabilidade de garantir disponibilidade, acessibilidade e transparência dos produtos."

No aspecto competitivo, os medicamentos Mounjaro e Zepbound da Eli Lilly já receberam aprovação regulatória, especialmente o Mounjaro, cujas vendas nos EUA cresceram mais de 140% no último trimestre. Pfizer, Amgen e outras empresas também estão desenvolvendo alternativas orais de GLP-1, o que pode enfraquecer a posição dominante de longo prazo da Novo Nordisk. Ainda assim, a empresa mantém sólida situação financeira, com margem bruta de 84,6%, margem líquida superior a 42% e fluxo de caixa livre de US$ 4,3 bilhões. Analistas divergem sobre a avaliação, mas os otimistas consideram que a liderança da Novo Nordisk no mercado de obesidade justifica o prêmio.

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