As exportações de bauxita da Guiné aumentaram acentuadamente no terceiro trimestre de 2025, aumentando 23% em relação ao ano anterior, apesar dos desafios causados pelas fortes chuvas e pelas novas medidas regulatórias, de acordo com dados oficiais divulgados pelo Ministério de Minas e Geologia na quarta-feira. Os embarques da principal matéria-prima de alumínio atingiram 39,41 milhões de toneladas métricas, em comparação com 32 milhões de toneladas no mesmo período do ano passado.
Os embarques mensais atingiram uma média de 13,14 milhões de toneladas no terceiro trimestre, quase 19% abaixo do primeiro semestre do ano, já que as chuvas sazonais interromperam o acesso às minas e desaceleraram as atividades portuárias. Os números destacam a resiliência da produção do país em meio a condições climáticas flutuantes e à evolução das exigências políticas.

A Guiné, o segundo maior produtor mundial de bauxita, manteve uma forte produção, apesar dos recentes esforços governamentais para endurecer as regulamentações. As autoridades do país revogaram certas licenças de mineração e instaram as empresas a estabelecer refinarias de alumina para aumentar a produção local com valor agregado. O economista independente Bernabe Sanchez afirmou: "Com esses volumes, a produção anual de bauxita da Guiné deverá atingir cerca de 180 milhões de toneladas – bem abaixo do ritmo estabelecido no primeiro semestre, mas ainda mais de 20% acima do recorde do ano passado."
Dados do Ministério de Minas e Geologia mostraram que as empresas chinesas foram responsáveis por 54,6% do total das exportações de bauxita da Guiné no terceiro trimestre. Os principais exportadores incluíram a SMB-Winning, que embarcou 17,51 milhões de toneladas, seguida pela CHALCO e pela CDM-CHINE. A Guiné atualmente fornece cerca de um terço do total das importações de bauxita da China, reforçando sua importância como uma importante fonte de matéria-prima para o setor de alumínio chinês.
De acordo com estatísticas oficiais chinesas, a produção de alumínio primário do país cresceu 2,6% em relação ao ano anterior no primeiro trimestre de 2025, impulsionada pela demanda constante da fabricação de veículos elétricos e do desenvolvimento de infraestrutura. Embora a produção de aço da China tenha mostrado sinais de declínio, a produção de alumínio permaneceu robusta, reforçando a demanda industrial contínua pela bauxita da Guiné.
A expansão das exportações de bauxita da Guiné coincide com o progresso do projeto de minério de ferro de Simandou, que se aproxima de sua primeira fase de embarque. Espera-se que o minério de alto teor de Simandou seja exportado principalmente para a China. O desenvolvimento simultâneo das exportações de bauxita e minério de ferro ressalta o crescente papel da Guiné na cadeia global de suprimentos minerais e sua forte relação comercial com a China.
Apesar dos esforços do governo para promover o processamento doméstico, as exportações de alumina da Guiné permaneceram baixas, totalizando apenas 78.000 toneladas no terceiro trimestre de 2025. As autoridades continuam a incentivar as mineradoras a investir na construção de refinarias para fortalecer a capacidade industrial local e reduzir a dependência das exportações de matéria-prima.
No geral, o desempenho da Guiné no terceiro trimestre reflete um setor de mineração resiliente que continua a expandir a produção apesar das interrupções climáticas e da evolução das condições regulatórias. Com o aumento da demanda da Ásia, em particular da China, o país continua sendo um player fundamental nos mercados globais de alumínio e minério de ferro.









