O governador da província de Niigata, Hideyo Hanazawa, proprietário da maior usina nuclear do mundo, deverá aprovar a retomada parcial das operações da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa já nesta semana. Mais de uma década após o desastre nuclear de Fukushima, que levou ao fechamento da usina, os esforços para reiniciar as operações estão em andamento.

Segundo uma fonte anônima do governo da província de Niigata, espera-se que Hanazawa anuncie a aprovação da retomada parcial já nesta sexta-feira. Ele também consultará a assembleia provincial em sua sessão ordinária, que começa em 2 de dezembro, sobre sua decisão. Se aprovada, ele atenderá ao pedido do governo nacional para a retomada das operações da usina. A Tokyo Electric Power Company (TEPCO) planeja ativar as duas maiores unidades da usina, as Unidades 6 e 7, que juntas geram 2.710 megawatts, e poderá desativar algumas das cinco unidades restantes. A usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa tem uma capacidade instalada total de 8.212 megawatts. Em outubro, a TEPCO concluiu as inspeções após o carregamento de combustível do Reator 6, confirmando que os principais sistemas estavam operando normalmente. A empresa também prometeu 100 bilhões de ienes para apoiar as comunidades locais na obtenção de financiamento para o projeto de reinício das operações.
Apesar da oposição de alguns governos locais, a Tokyo Electric Power Company (TEPCO) busca há anos o reinício das operações da usina nuclear. Se aprovado, o reinício da usina estaria alinhado aos planos da primeira-ministra Sanae Takaichi para fortalecer a segurança energética e também ajudaria a reduzir os custos de importação de gás natural liquefeito (GNL) do Japão. O Japão, segundo maior comprador de GNL do mundo, prioriza a redução do custo de vida. Desde a implementação de regulamentações de segurança mais rigorosas após o acidente nuclear de Fukushima, o Japão reiniciou 14 reatores, com 11 em operação em todo o país até o final de outubro. Estima-se que, se a Unidade 6 for reiniciada no início do próximo ano, poderá suprir a demanda de aproximadamente 1 milhão de toneladas de GNL no Japão.









