A Rio Tinto, gigante australiana, planeja vender seus ativos de borato na Califórnia, EUA. A venda inclui minas e plantas de processamento de borato no Deserto de Mojave, uma refinaria e instalações de transporte marítimo relacionadas no Porto de Los Angeles e a área de mineração de Owens Lake, perto da Serra Nevada. Essa consolidação de ativos é um passo fundamental na reestruturação operacional da Rio Tinto sob a liderança de seu novo CEO, Simon Trotter.

Esses ativos de borato estão em operação desde antes da aquisição pela Rio Tinto em 1967 e operam há aproximadamente um século. De acordo com o site da Rio Tinto, esse negócio atualmente atende a cerca de 30% da demanda global do mercado de boro. O borato, um mineral crítico, tem ampla aplicação na agricultura, na fabricação de vidros especiais, na produção de materiais isolantes e no fortalecimento de ligas metálicas. Apesar do fornecimento estável de borato nos Estados Unidos, ele foi recentemente incluído na lista de minerais críticos, destacando sua importância para a economia e a segurança nacional.
A Rio Tinto contratou o UBS e o JPMorgan Chase como consultores financeiros para esta venda de ativos de borato. Especialistas do setor estimam que o portfólio de ativos possa ser avaliado em US$ 2 bilhões, com potenciais compradores incluindo empresas de private equity e empresas químicas. Esta mina de borato, com reservas exploráveis de forma sustentável até o início da década de 2040, proporcionará uma garantia estável para as operações subsequentes da empresa.









