O ministro marroquino da Água, Nizar Baraka, anunciou que o país planeja aumentar a proporção de água potável proveniente de água do mar tratada de 25% atuais para 60% até 2030. Este objetivo visa enfrentar uma seca de sete anos no país e garantir sua posição como um importante produtor e exportador de produtos agrícolas frescos. Os planos incluem acelerar os investimentos na construção de instalações de dessalinização movidas por energias renováveis.
Baraka informou à Reuters em 4 de dezembro, durante o Congresso Mundial da Água em Marraquexe, que o Marrocos, no norte da África, tem como meta produzir 1,7 bilhão de metros cúbicos de água dessalinizada por ano até 2030. A capacidade necessária virá de projetos já em construção e de novas fábricas cujas licitações estão previstas para começar no próximo ano. A maior dessas instalações está planejada para ser construída perto de Tiznit, com um investimento estimado em cerca de 10 bilhões de dirhams e uma capacidade anual de 350 milhões de metros cúbicos, fornecendo água para áreas urbanas e agrícolas. Baraka afirmou: "Como parte dos preparativos para a licitação desta fábrica, estudos estão em andamento e os resultados da licitação serão anunciados em meados do próximo ano."
Atualmente, o Marrocos opera 17 usinas de dessalinização de água do mar, com uma capacidade total anual de 345 milhões de metros cúbicos. Outras quatro usinas estão em construção, com uma capacidade total de 540 milhões de metros cúbicos, previstas para entrarem em operação até 2027, incluindo uma grande instalação em Casablanca. Baraka enfatizou: "Todas as novas usinas de dessalinização usarão energias renováveis." Além de planejar novas fábricas em colaboração com o grupo francês Veolia em locais como Rabat, o governo também está considerando a construção de um porto dedicado em Tantan para servir a exportação de hidrogênio verde e amônia.
Para combater o aumento da evaporação das barragens causado pelas mudanças climáticas, o Marrocos já iniciou um projeto piloto instalando painéis solares flutuantes em uma barragem perto de Tânger para reduzir a perda de água. Baraka observou: "Este experimento será ampliado para incluir barragens no sul e em áreas montanhosas."









