A Índia registrou um avanço na área de infraestrutura sustentável com o lançamento de uma tecnologia que produz bioasfalto a partir de resíduos agrícolas. Esta inovação nativa visa fornecer uma opção de material mais ecológica para a construção de pavimentos asfálticos.
O Dr. Jitendra Singh, Ministro de Estado do Ministério da Ciência e Tecnologia da Índia, declarou que com o lançamento desta tecnologia, a Índia entrou na era das "estradas verdes e limpas". Ele afirmou: "A Índia pode ser o primeiro país do mundo a industrializar e comercializar a tecnologia do bioasfalto." Desenvolvida conjuntamente por vários institutos sob o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial (CSIR), a tecnologia converte resíduos agrícolas, como palha de arroz, em um bioaglomerante para pavimentação asfáltica através de um processo de pirólise, substituindo parcialmente o asfalto à base de petróleo.
A iniciativa visa promover uma economia circular e reduzir o impacto ambiental. Singh destacou que a adoção do bioasfalto ajudará a diminuir a dependência da Índia em relação às importações de asfalto. Atualmente, o custo anual estimado das importações de asfalto na Índia está entre 250 e 300 bilhões de rúpias. Para validar a praticidade da tecnologia, um trecho experimental de 100 metros foi pavimentado na rodovia NH-40, no estado de Meghalaya.
De acordo com o Conselho de Pesquisa Científica e Industrial da Índia (CSIR), a tecnologia já teve uma patente solicitada e várias empresas estão envolvidas em sua implantação comercial. Além de fornecer um novo material para a construção de pavimentos asfálticos, a tecnologia também contribui para reduzir a poluição do ar causada pela queima de restolho. Os subprodutos do processo de pirólise, como gases combustíveis e carbono de alta qualidade, também possuem outras aplicações industriais.









