Após as negociações, o Ministro das Relações Exteriores e Comércio da Hungria, Péter Szijjártó, e a Ministra das Relações Exteriores da Romênia, Ona Toyú, anunciaram que os dois países cooperarão em projetos para estender a vida útil de suas respectivas usinas nucleares. Como membros da União Nuclear Europeia, ambos os lados se opõem aos ataques "ideológicos" contra o uso da energia nuclear e concordaram em trabalhar juntos, tanto profissional quanto politicamente, para estender a vida útil das usinas nucleares existentes.

As negociações não se concentraram apenas na energia nuclear, mas também abordaram amplamente o relacionamento entre a Hungria e a Romênia, incluindo cooperação energética, comércio bilateral e conectividade de infraestrutura. O Ministro da Energia da Romênia, Ivan Bogdan, enfatizou: "A energia não conhece fronteiras, e nossos dois países buscam soluções para a estabilidade regional por meio de uma cooperação pragmática. Essa parceria, baseada em interesses comuns, fortalecerá significativamente a segurança energética regional."
A Usina Nuclear de Paks, na Hungria, possui atualmente quatro reatores VVER-440, que entraram em operação entre 1982 e 1987, gerando metade da eletricidade do país. A vida útil original projetada era de 30 anos, que foi estendida para 2032-2037 em 2005, e em 2023 a Hungria anunciou planos para estender sua vida útil para 70 anos. A Usina Nuclear de Cernavoda, na Romênia, é a única usina nuclear do país, com dois reatores CANDU de 650 MW. A Unidade 1 iniciou suas operações em 1996 e a Unidade 2 em 2007. Atualmente, as Unidades 3 e 4 estão em construção e devem entrar em operação em 2030 e 2031, respectivamente. As unidades CANDU têm uma vida útil projetada de 30 anos e podem operar por mais 30 anos após a reforma. O projeto de reforma da Unidade 1 da Usina Nuclear de Cernavoda entrou em sua segunda fase, com previsão de conclusão em 2026. A terceira fase, de 2027 a 2029, abrangerá modificações para a parada programada e o recomissionamento.









