A União Europeia está avaliando as opções legais para proibir a assinatura de novos contratos de combustíveis fósseis com a Rússia
2025-04-23 09:07
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Um alto funcionário da União Europeia revelou na terça-feira que a Comissão Europeia está avaliando cuidadosamente a viabilidade de legislar para proibir as empresas da UE de assinar novos contratos de combustíveis fósseis com a Rússia. Ao mesmo tempo, a UE também está explorando caminhos legais para permitir que as empresas da UE rescindam os contratos de fornecimento de gás natural existentes com a Rússia, sem qualquer penalidade.

O funcionário salientou que, dado o forte oposição de alguns Estados-Membros às sanções ao gás natural da Rússia, a Comissão Europeia está se dedicando a estudar outras ferramentas para acelerar a redução da dependência da Europa em relação à energia russa. O "roteiro", que deverá ser publicado em 6 de maio, vai listar detalhadamente várias opções para alcançar esse objetivo. Dentre as várias opções que a Comissão Europeia está estudando, pode estar incluído medidas comerciais da UE para proibir as empresas européias de assinar novos contratos de combustíveis russos.

Essa medida de proibir a assinatura de novos contratos tem como objetivo reduzir a quantidade de aquisições de gás natural liquefeito (LNG) da Rússia pelas empresas européias. Desde 2022, embora a quantidade de gás natural transportado por dutos da Rússia tenha diminuído significativamente, a UE aumentou as importações de gás natural liquefeito da Rússia no ano passado. Até 2024, a UE ainda obtém 19% de sua oferta total de gás natural e gás natural liquefeito da Rússia.

A Comissão Europeia também está avaliando a possibilidade de fornecer uma base legal para as empresas, para que possam invocar a força maior e rescindir os contratos de gás natural da Rússia, sem ter que pagar multas. A Comissão Europeia planeja realizar consultas aprofundadas com os Estados-Membros da UE e as empresas após a publicação do roteiro no próximo mês. Se decidir avançar com qualquer ferramenta legal, a Comissão Europeia apresentará uma proposta legislativa e precisará da aprovação do Parlamento Europeu e da maioria dos Estados da UE.

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