A Pfizer (PFE.N) sofreu um novo revés no campo de tratamento da anemia falciforme, com seu medicamento experimental inclacumab não conseguindo atingir o principal objetivo de eficácia em ensaios tardios envolvendo pacientes com 16 anos ou mais. Dados dos ensaios divulgados na sexta-feira pela Pfizer mostram que os pacientes que receberam inclacumab não apresentaram diferença significativa na frequência de crises vaso-oclusivas — eventos de dor comuns na doença falciforme — em comparação com os que receberam placebo.
Esse fracasso torna o inclacumab o segundo medicamento da Pfizer, após a aquisição da empresa global de terapias hematológicas Global Blood Therapeutics em 2022, a não atingir as expectativas. Anteriormente, o produto principal da aquisição, Oxbryta, foi retirado do mercado em setembro do ano passado devido a complicações de dor e risco de morte. O analista da BMO Capital Markets, Evan Seigerman, comentou: “O resultado da aquisição da Global Blood pela Pfizer é decepcionante. Após a saída do Oxbryta do mercado, o fracasso do inclacumab agravou ainda mais a situação.” O mercado havia previsto que a transação geraria US$ 3 bilhões em receita, o que agora parece difícil de alcançar.
Apesar da decepção com os resultados dos ensaios do inclacumab, a Pfizer afirmou que continuará apoiando a comunidade de pacientes com anemia falciforme e avançando na pesquisa de tratamentos para a doença, incluindo a exploração contínua do potencial do Oxbryta e de outra terapia adquirida na transação com a Global Blood, o osivelotor. A anemia falciforme, uma doença genética do sangue, é caracterizada por glóbulos vermelhos em forma de foice ou crescente, podendo causar AVC, danos a órgãos e até a morte. Atualmente, terapias genéticas para doenças hematológicas aprovadas pelo FDA incluem Casgevy da Vertex Pharmaceuticals (VRTX.O) e CRISPR Therapeutics (CRSP.BN), bem como Lyfgenia da Bluebird Bio.









