O primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, anunciou em um evento em Nova Iorque que o país implementará em dezembro a primeira lei do mundo a proibir pessoas com menos de 16 anos de usarem redes sociais. A lei, aprovada em novembro de 2024, eleva a idade mínima para que adolescentes registrem contas em redes sociais de 13 para 16 anos, exigindo que as plataformas utilizem algoritmos de inteligência artificial e análise de dados de comportamento para verificar a idade dos usuários, em vez de impor uma checagem de identidade obrigatória. Albanese enfatizou: “Embora não seja perfeito, este é um passo crucial para proteger as crianças.”
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, declarou no mesmo evento que a União Europeia está acompanhando de perto a experiência australiana: “A Europa aprenderá com isso e assumirá a responsabilidade pela próxima geração.” O governo de Albanese citou diversas pesquisas apontando que o uso excessivo das redes sociais pode expor adolescentes a riscos como disseminação de desinformação, cyberbullying e ansiedade relacionada à imagem corporal, afetando sua saúde mental.
Analistas destacam que a iniciativa da Austrália pode impulsionar uma reestruturação global das regras de proteção dos direitos digitais de menores.









