O governo Trump está considerando utilizar ferramentas financeiras comuns em Wall Street, por meio da aquisição de participação acionária em produtores de minerais críticos, para reforçar o controle sobre cadeias de suprimentos essenciais à segurança nacional. Fontes informadas revelaram que, no início deste mês, mais de dez empresas de mineração australianas se reuniram em Washington com autoridades americanas e tomaram conhecimento de que o governo está explorando formas de adquirir ações das companhias, com opções de subscrição de ações surgindo como alternativa potencial.
A reunião foi presidida pelo embaixador australiano Kevin Rudd, com a participação de altos funcionários do governo Trump na formulação de políticas sobre minerais críticos, incluindo David Copley, responsável pelas cadeias globais de suprimentos do Conselho de Segurança Nacional, o funcionário do Departamento de Comércio Joshua Kroen e o assessor de minerais críticos do Departamento de Defesa John P. Gallagher. Embora o encontro não tenha focado em transações específicas, discutiu-se os instrumentos financeiros que o governo poderia usar, como a aquisição do direito de compra de ações por meio de opções de subscrição.
O porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, afirmou em comunicado: “O governo Trump mantém todas as opções em aberto para alcançar o objetivo ‘America First’, proteger os interesses dos contribuintes e construir a indústria de mineração mais forte do mundo, aumentando a produção de minerais críticos.” A iniciativa do governo ecoa o caso anterior do Pentágono, que investiu 400 milhões de dólares na compra de ações da produtora de terras raras MP Materials Corp., utilizando ferramentas financeiras para fortalecer a cadeia de suprimentos doméstica. Embora o uso de opções de subscrição pelo governo seja incomum, durante a pandemia o governo federal empregou esse mecanismo para apoiar companhias aéreas, e especialistas jurídicos observam que tais medidas geralmente visam setores impactados por crises.









