Um relatório da CITIC Securities destaca a importância de se concentrar nas oportunidades estratégicas de alocação em cobalto e terras raras. Os detalhes das cotas de exportação de cobalto da República Democrática do Congo foram definidos, com a participação principal ficando para a Luoyang Molybdenum, Glencore e Eurasian Resources, com 35,9%, 27,3% e 21,6%, respectivamente. Outras empresas chinesas com cota significativa incluem China Nonferrous, Shengton Mining, Huayou Cobalt e Northern Mining.
As cotas totais para 2026 e 2027 são de 96,6 mil toneladas, incluindo 87 mil toneladas de cota básica distribuídas entre os produtores e 9,6 mil toneladas de cota estratégica. Sob este sistema, apenas cerca de 44% da produção poderá ser exportada, representando uma redução superior a 100 mil toneladas. Considerando a oferta de 270 mil toneladas e demanda de 230 mil toneladas em 2024, o mercado deve passar de um excedente de aproximadamente 70 mil toneladas para uma escassez de cerca de 30 mil toneladas, o que poderá continuar pressionando para cima o preço do cobalto.
O Ministério do Comércio da China publicou quatro documentos reforçando o controle sobre exportações de terras raras, aumentando a regulação de cinco categorias de terras raras médias e pesadas, estendendo controles a equipamentos, tecnologias e matérias-primas ao longo de toda a cadeia industrial, e controlando a demanda para fins militares no exterior e semicondutores de alta tecnologia. A posição estratégica das terras raras foi, assim, ainda mais fortalecida.









