A empresa de mineração e comércio de commodities Glencore divulgou recentemente seus planos de produção para o negócio de cobre durante o Dia do Investidor realizado em Londres. A empresa afirmou que planeja aumentar a produção anual de cobre para cerca de 1,6 milhão de toneladas até 2035, a fim de reverter a tendência de queda na produção observada nos últimos anos. O CEO Gary Nagle apresentou aos investidores que, até o final de 2028, a produção básica de cobre deverá exceder 1 milhão de toneladas por ano, colocando a empresa entre as cinco maiores produtoras globais.
Ao estabelecer metas de aumento de produção de longo prazo, a Glencore também ajustou suas expectativas de médio prazo. Devido aos desafios enfrentados pela mina de cobre Collahuasi no Chile, uma joint venture com a Anglo American, a empresa revisou sua previsão de produção de cobre para 2026, reduzindo-a de 930 mil toneladas para entre 810 mil e 870 mil toneladas. Impactada pelo desempenho operacional e por múltiplas reduções de produção, as ações da empresa sofreram pressão, e uma revisão operacional abrangente foi iniciada, com planos de cortar cerca de US$ 1 bilhão em custos.
Para sustentar o crescimento de longo prazo, a Glencore retomará o projeto da mina de cobre El Alambre, localizado na província de Catamarca, Argentina. Espera-se que o projeto seja reiniciado no quarto trimestre de 2026, com produção comercial começando no primeiro semestre de 2028. Quando totalmente operacional, deverá contribuir significativamente para a produção de cobre, ouro e molibdênio.
No Chile, a Glencore planeja manter sua participação igualitária no projeto conjunto Collahuasi. Em relação às discussões no mercado sobre uma possível fusão da mina com a mina Quebrada Blanca, de propriedade da Teck Resources nas proximidades, Nagle enfatizou: "Não seremos um parceiro secundário." Ele afirmou que qualquer fusão deve refletir o valor relativo da mina Collahuasi, e a empresa pode injetar capital para manter sua participação acionária.









