Astúrias suspende concessão de licenças para sistemas de armazenamento em bateria em terrenos não urbanizados
2025-08-28 15:14
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O Conselho de Governo do Principado das Astúrias aprovou nesta segunda-feira uma resolução suspendendo a emissão de licenças para construção de sistemas de armazenamento em bateria (BESS) em terrenos não urbanizados. A medida decorre do plano regulatório anunciado em agosto de 2024, e as autoridades competentes estão atualmente elaborando diretrizes específicas de implementação, sendo considerada pelo setor como uma “suspensão indireta” dos projetos de armazenamento.

De acordo com as normas, o departamento de ordenamento do território do governo elaborará diretrizes para a implantação de sistemas de armazenamento em bateria em áreas não urbanizadas, enquanto a pasta de ciência será responsável por definir metas políticas e a avaliação ambiental estratégica. A suspensão não se aplica a sistemas de armazenamento para autoconsumo com capacidade inferior a 3 MW, a instalações energéticas em áreas industriais ou mineiras, nem a terrenos degradados ou já abandonados. A nova regra será comunicada a todos os departamentos regionais e câmaras municipais responsáveis pelo planejamento e licenciamento ambiental de sistemas de armazenamento.

O Conselho de Governo declarou: “Com este acordo, o Principado busca responder ao aumento significativo da demanda pela instalação desses equipamentos de armazenamento, que, devido à ausência de regulamentações urbanísticas específicas, têm gerado preocupação social.” Durante a elaboração das normas, já foram aprovados 1,22 GW em projetos de baterias com acesso à rede na região das Astúrias, além de outros 373 MW em fase de preparação.

Antes da entrada em vigor da regulamentação definitiva, será realizada uma consulta pública para garantir “transparência e participação cidadã, conciliando a transição energética com a proteção territorial e a qualidade de vida da população”. Recentemente, quando a empresa Rolwind solicitou em Tarifa a construção de um sistema de armazenamento em bateria de 200 MW/885 MWh, a organização ambiental Agaden apresentou objeções, alegando que “essas baterias podem impactar o meio ambiente”, acrescentando que “há risco de vazamento e contaminação, risco de incêndios e explosões, impacto na biodiversidade e geração de resíduos perigosos”.

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