O diretor financeiro da Boeing, Jay Malawi, afirmou categoricamente em uma conferência da UBS que a empresa espera um aumento nas entregas de suas aeronaves das séries 737 e 787 no próximo ano. "Olhando para 2026, aumentaremos as entregas", disse Malawi. Após essa perspectiva positiva, as ações da Boeing subiram mais de 10% na terça-feira.

Malawi revelou ainda que, embora a tão aguardada certificação da aeronave 737-10 tenha sido adiada por vários anos, espera-se que seja aprovada ainda em 2026. Ele enfatizou que o aumento nas entregas será um "impulsionador significativo" do fluxo de caixa da empresa, com o fluxo de caixa livre previsto para atingir vários bilhões de dólares, representando um aumento de "quase dois dígitos". A Boeing não conseguiu atingir a lucratividade anual desde 2018, e essa perspectiva é vista como um sinal significativo de melhora em sua situação financeira. Além disso, Malawi mencionou que, devido ao aumento da produtividade, a empresa espera uma "melhoria considerável" na margem de lucro operacional até 2030.
Anteriormente, a Boeing passou por um rigoroso escrutínio após a explosão de um plugue de porta em uma aeronave em janeiro de 2024, mas seus negócios se recuperaram gradualmente desde então. Em julho, o CEO Kelly Ottberg afirmou que os negócios da empresa estavam começando a mudar, incluindo uma redução significativa nas perdas trimestrais. Em outubro, o ritmo de entregas da Boeing foi forte, a caminho de seu maior volume anual de entregas desde 2018. A empresa afirmou que as entregas de jatos em outubro trouxeram seu primeiro fluxo de caixa positivo em quase dois anos. Essas entregas ocorreram depois que a Administração Federal de Aviação (FAA) suspendeu as restrições, permitindo que a Boeing concluísse os testes de aceitação em algumas aeronaves 737 Max e 787 Dreamliner antes da entrega aos clientes.









