A Air Canada e o Sindicato de Empregados Públicos do Canadá (CUPE), que representa cerca de 10 mil comissários de bordo, retomaram negociações na noite de segunda-feira, marcando o primeiro diálogo formal desde o início da greve há quase uma semana. O conflito trabalhista já afetou centenas de milhares de passageiros e levou o governo canadense a intervir para mediar a situação.
A greve, iniciada em 15 de agosto, continuou mesmo após o Tribunal de Relações Industriais do Canadá considerá-la ilegal. A Ministra do Trabalho do Canadá, Patty Hajdu, anunciou uma investigação sobre trabalho não remunerado na aviação e instou ambas as partes a chegarem a um acordo rapidamente. O CEO da Air Canada, Mike Rousseau, afirmou que a proposta da empresa de aumento salarial de 38% difere significativamente das demandas do sindicato.
“Estamos sempre dispostos a ouvir e dialogar,” disse Rousseau em comunicado, “mas a proposta atual do sindicato ultrapassa 40% de aumento.” O sindicato enfatizou que a greve continuará até que a companhia aérea ceda em questões de salários e remuneração de trabalho em solo. O Primeiro-Ministro canadense, Mark Carney, pediu uma resolução rápida do conflito, destacando que o episódio já impactou seriamente a mobilidade dos passageiros.
A greve ocorre durante a alta temporada de turismo, resultando na redução diária de 130 mil passageiros da Air Canada. A empresa suspendeu suas previsões de desempenho para 2025, e suas ações caíram quase 3%. Alguns passageiros apoiam as reivindicações dos comissários, mas demonstram insatisfação com a necessidade de alterar planos de viagem. Dana Wu, estudante da Universidade de Manitoba, comentou: “Embora apoie a demanda por aumento salarial, a situação de caos causada pela greve é preocupante.”









